Famosos
Amigo de Carlos Castro recorda conversa sobre Renato Seabra antes do crime: “Não está nada bem…”
Cláudio Montez, “um dos melhores amigos” de Carlos Castro, entrou em direto no programa ‘V+ Fama’ para uma conversa com Adriano Silva Martins…
Lili Caneças concedeu uma entrevista à Nova Gente e revelou “a história nunca contada” sobre a relação de Carlos Castro e Renato Seabra, que culminou na morte do jornalista e cronista em janeiro de 2011, durante uma viagem a Nova Iorque.
Adriano Silva Martins referiu no programa ‘V+ Fama’, transmitido no V+ TVI, desta segunda-feira, 11 de maio, que Lili “falou sobre a sua relação com Carlos Castro e de como tudo se desenrolou até aquele final destino“.
Segundo o apresentador, “uma das pessoas que fica mencionada nessa entrevista é Cláudio Montez“. Cláudio Montez “era provavelmente um dos melhores amigos ou um dos amigos mais chegados de Carlos Castro” e Lili disse que Cláudio “viajava muito com Renato Seabra e Carlos Castro, mas que não foi para a viagem de Nova Iorque e que isso poderá ter sido determinante“.
Cláudio Montez entrou em direto no programa e começou por contar: “Não tenho dúvida nenhuma que eu vivi desde o primeiro dia que ele chegou até à partida para Nova Iorque, que já não voltou. A relação do Renato com o Carlos era intensíssima e, se calhar – eu ainda não li – não estou tão de acordo quando a Lili diz que na gala avisou o Carlos que o Renato não era boa gente, não era boa pessoa ou, pelo menos, o avisou. Sinceramente, o Carlos nunca apresentou assim em festas grandes ou em galas o Renato, porque ele queria muito preservar. O que ele disse na gala, que eu estava lá, foi que tinha uma relação, tinha um amigo, mas que não ia revelar ainda, porque ele era muito dessas invejas, das pessoas que depois iam comentar“.
Depois, Cláudio adiantou pormenores de uma viagem com Renato e Carlos: “O que posso dizer é que eu viajei uma vez para Madrid, estive lá desde quinta a domingo, com o Carlos e o Renato e foi realmente um relacionamento um bocado estranho, houve situações complicadas. Pelo menos na saída de Madrid, nós estivemos quase na contingência para ir todos no avião e tirar as bagagens, porque já estava quase a ordem de saída, e o Renato estava na casa de banho no telemóvel. E quando chegou houve assim um arrufo do Carlos com ele que não podia ser, que estava toda a gente à espera, a chamá-lo, e ele mostrou realmente, aí sim eu vi e não foi ninguém que me disse, assim uma atitude um bocado, porque ele era muito calado, interiorizava muito as emoções, nunca se sabia bem, sorria. Portanto, a viagem de Madrid para cá não foi assim tão alegre, tão bem-disposta. Mas depois passou“.
Seguiu-se uma viagem de Renato e Carlos “a Londres” e uma conversa enigmática do cronista: “Quando chegou, o Carlos disse-me que tinha corrido muito bem, mas que o Renato lhe tinha dito: “Atenção, eu gosto de estar contigo, gosto de ir ter contigo, mas eu tenho uma namorada e às vezes posso querer estar com ela”. E eu disse ao Carlos, conhecendo eu: “E tu achas, querendo ele estar com a namorada, que tu vais reagir bem?”. Ele disse: “Vamos ver”. A partir daí, o Renato pensou em levar o Carlos, porque aí ainda não conhecia nem a mãe, nem a irmã, nem o cunhado pessoalmente. Havia algumas situações, mas estava combinado ir a Cantanhede“.
Cláudio Montez também não tem dúvidas de que “havia intimidade” entre Renato Seabra e Carlos Castro: “O Renato vinha todos os fins de semana com a mala de viagem e instalava-se em casa do Carlos. Estava ali, íamos jantar, o Carlos fazia questão de não ir a sítios muito públicos, muito conhecidos, em que as pessoas pudessem tirar alguma ilação. Mas eu sabia perfeitamente, ele sabia, o Renato sabia“.
Sobre a fatídica viagem a Nova Iorque, o amigo de Carlos Castro recordou: “Eu não falava com o Carlos todos os dias, mas falávamos algumas vezes. Eu disse: “Está tudo bem?”. “Mais ou menos. Isto não está nada bem, porque ele só vem ter com as miúdas cá do bar do hotel e já nos chateámos. Vou adiantar a viagem, vou na próxima quinta-feira”. Portanto, na quinta-feira a seguir ao crime. Na sexta-feira, às 4 da manhã, recebo a chamada na esquadra da polícia, porque não tinham o número de telefone das irmãs, não tinham ninguém que contactasse cá. Às 4 da manhã, acordares com uma notícia destas, não queres acreditar. Depois a partir daí foi ir para Nova Iorque e acompanhar as irmãs, porque uma das irmãs era minha empregada. E o Carlos, no meu consultório, eu tinha várias salas e uma estava disponível e era aí que ele fazia o escritório dele“.
Voltando à natureza da relação que Carlos mantinha com Renato, Cláudio Montez explicou a Adriano Silva Martins: “Eu conhecia muito bem o Carlos e toda a gente que conhece o Carlos, isto eu estou à vontade para dizer isso, não era uma pessoa fácil. E ele já tinha tido assim algumas cenas um bocado complicadas com outros relacionamentos anteriores. Daí que quando se alterava mais uma reação do Carlos ou mais uma reação do Renato, o Renato não comentava nada, não reagia nada, mas notava-se na expressão dele que não gostava ou que queria dizer alguma coisa e não queria. Isso normalmente é perigoso quando as pessoas enchem e depois têm que deitar cá para fora e foi o caso. Portanto, ele não era uma pessoa faladora“.
Por fim, o amigo de Carlos Castro destacou que “o interesse” de Renato Seabra “era em se promover“: “Era só interesse! Ele quando vai visitar o Carlos ao hotel do Porto é para o promover na moda. Ele não ia para Nova Iorque para ser apresentado a agência nenhuma, ele ia para Nova Iorque para ver um jogo de basquetebol que o miúdo gostava muito e que comprou. E depois era pura e simplesmente para o Carlos o pôr a passar nos desfiles que o Carlos fazia, nos conhecimentos das agências de modelos, toda a gente sabe que ele era extremamente influente nesse campo“.
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